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Poder da PresençaVagas disponíveis
27 de setembro de 2026 · Curitiba, PR

Poder da Presença

A mente de uma pessoa comum raramente para. Ela acorda preocupada, percorre o celular antes de sair da cama, passa o dia respondendo a estímulos, planeja o futuro enquanto faz o almoço, revive o passado enquanto tenta dormir. E quando não está fazendo nenhuma dessas coisas, ela procura uma distração para não ter que simplesmente ficar.

Esse funcionamento tem um custo que raramente é reconhecido como tal. A pessoa chega ao fim do dia exausta sem ter descansado de verdade. Está presente em tudo e em nada ao mesmo tempo. A vida passa enquanto a mente está em outro lugar.

O Poder da Presença trabalha com esse estado como ponto de partida.

Data

27 de setembro de 2026 (domingo)

Abertura dos portões

13h

Início

14h

Término previsto

18h32

Local

Curitiba, PR

Vagas

15 disponíveis de 15 no total

ContribuiçãoR$ 85,00
Vagas disponíveis

Poder da Presença

27 de setembro de 2026

Abertura dos portões: 13h

Início: 14h

Término (estimado): 18h32

ContribuiçãoR$ 85,00

15 vagas disponíveis

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A mente de uma pessoa comum raramente para. Ela acorda preocupada, percorre o celular antes de sair da cama, passa o dia respondendo a estímulos, planeja o futuro enquanto faz o almoço, revive o passado enquanto tenta dormir. E quando não está fazendo nenhuma dessas coisas, ela procura uma distração para não ter que simplesmente ficar.

Esse funcionamento tem um custo que raramente é reconhecido como tal. A pessoa chega ao fim do dia exausta sem ter descansado de verdade. Está presente em tudo e em nada ao mesmo tempo. A vida passa enquanto a mente está em outro lugar.

O Poder da Presença trabalha com esse estado como ponto de partida.

"Poder" aqui não é poder sobre o mundo nem capacidade de controlar circunstâncias. É algo mais simples e mais exigente: a capacidade de voltar. De retornar ao instante em que se está, ao corpo em que se habita, à respiração que acontece agora. De perceber que existe uma diferença entre estar com a mente no futuro enquanto o corpo está numa conversa, e estar realmente presente nessa conversa.

O que o ritual propõe não é ensinar técnicas de meditação. É criar as condições para que a presença seja experimentada diretamente, não como conceito, não como instrução, mas como estado que o participante reconhece em si mesmo.

Porque a presença já existe. O que a encobre é o volume. Pensamentos sobre o que ainda precisa ser feito. Ansiedade que antecipa o que ainda não aconteceu. Ruminação sobre o que já passou. O conteúdo muda, mas o padrão é o mesmo: a mente ocupando o espaço onde a vida está acontecendo.

Quando esse volume diminui, algo aparece. Não é vazio. É atenção. É a percepção de que existe um ponto interno que não é agitado, que não precisa de estímulo para existir, que não está nem no passado nem no futuro. Esse ponto é o que a cerimônia oferece como referência.

O arco da cerimônia é incomum para quem está acostumado a experiências de alta intensidade emocional. Aqui, a intensidade é outra: é o encontro com o próprio silêncio. A música não empurra; ela cria espaço. O processo não busca catarse; busca centramento. O estado que o ritual favorece não é êxtase, é sobriedade.

No dia seguinte ao ritual, muitas pessoas descrevem algo parecido: não que tudo mudou, mas que perceberam que existe uma diferença entre ser varrido pelo fluxo mental e observar esse fluxo de um ponto mais estável. Uma diferença pequena, mas que muda o que é possível.

É disso que este ritual trata: não da ausência de pensamentos, não da mente perfeita, não de um estado permanente de paz. Da possibilidade concreta de retornar. Quantas vezes for necessário.

Para quem é este ritual

Este ritual é para pessoas cuja mente raramente descansa, mesmo quando o corpo está parado.

Pode ser quem pratica meditação, faz yoga, lê sobre presença e consciência, mas percebe que em algum momento do dia ainda se encontra ruminando, planejando ou ansioso sem objeto claro. A prática existe, mas a vida cotidiana parece apontar para outra direção.

É também para quem vive sobrecarregado de estímulos e não consegue parar sem sentir desconforto. Que precisa de fone de ouvido para caminhar, de série para jantar, de rolagem no celular antes de dormir. Que quando tenta simplesmente sentar, a mente preenche o silêncio imediatamente com pendências, preocupações e avaliações.

Para quem chega ao fim do dia com a sensação de ter feito muito e descansado pouco. Que está presente em reuniões, conversas e tarefas, mas raramente está de fato presente nelas.

E para quem tem a intuição de que existe algo acessível além do ruído mental constante, mas nunca encontrou uma situação em que pudesse verificar isso diretamente.

Práticas

O eixo central da cerimônia é o trabalho com ayahuasca, preparada conforme o protocolo do Templo.

No Poder da Presença, a narração de intenção é intencionalmente mais breve e mais silenciosa do que nos outros rituais. As pausas entre as frases fazem parte da condução. A intenção não é explicar o que está prestes a acontecer; é criar, desde o início, uma atmosfera de recolhimento e permanência. "Permaneça" é a instrução central.

A progressão musical foi concebida para criar espaço, não para mover. Na fase inicial, composições instrumentais com frequências suaves e pouquíssima variação rítmica permitem que o organismo desacelere sem ser empurrado. No período de maior intensidade da medicina, a música aprofunda em textura sem dramatizar: sons meditativos lentos, progressões repetitivas que favorecem estabilidade, letras pontuais sobre presença e verdade interior, usadas com parcimônia. Na estabilização, o clima se abre em algo mais limpo e equilibrado. O encerramento é o mais silencioso da cerimônia.

Durante todo o ritual, os facilitadores conduzem em silêncio absoluto. Não há interrupções, não há direcionamentos verbais. O silêncio da equipe é parte do formato deste ritual: reforça que não há nada a corrigir, não há lugar específico a chegar.

A segunda dose é opcional e menor, e pode ser oferecida na fase de estabilização.

A condução

Os rituais do Templo da Nova Consciência são conduzidos por uma equipe de facilitadores com experiência em cerimônias com ayahuasca. A equipe segue protocolos de segurança estabelecidos e possui treinamento em primeiros socorros.

O papel dos facilitadores não é conduzir o que cada pessoa vai viver. É criar as condições para que o processo possa acontecer com segurança: observar, estar disponível e oferecer suporte quando necessário, sem interferir no que é de cada um.

Durante todo o ritual, a equipe permanece presente e atenta. Não espera ser chamada para perceber quando alguém precisa de atenção. Quando um facilitador se aproxima, não é para encerrar o que está acontecendo: é para oferecer ancoragem. A experiência continua sendo do participante.

A confiança na equipe e a responsabilidade com o próprio processo não se opõem. Se complementam.

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