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Raízes e ConexõesVagas disponíveis
31 de outubro de 2026 · Curitiba, PR

Raízes e Conexões

Raízes e Conexões é um convite para olhar com consciência para a história que nos trouxe até aqui, reconhecendo os vínculos, valores, padrões e experiências que recebemos ao longo da vida. Um espaço para compreender nossas raízes sem nos prendermos a elas, discernindo o que merece ser honrado, transformado ou deixado para trás, para que possamos escolher com mais liberdade e presença os caminhos que queremos construir.

Data

31 de outubro de 2026 (sábado)

Abertura dos portões

13h

Início

14h

Término previsto

18h30

Local

Curitiba, PR

Vagas

15 disponíveis de 15 no total

ContribuiçãoR$ 90,00
Vagas disponíveis

Raízes e Conexões

31 de outubro de 2026

Abertura dos portões: 13h

Início: 14h

Término (estimado): 18h30

ContribuiçãoR$ 90,00

15 vagas disponíveis

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Leia a política de segurança antes de reservar.

Ninguém começa em si mesmo. Cada pessoa nasce inserida em uma teia de histórias que antecede seu próprio nascimento — de família, de padrões, de crenças transmitidas como verdades, de medos que chegam sem data de início clara. Algumas dessas histórias fortaleceram. Outras limitaram. A maioria das pessoas nunca parou para distinguir o que é dela e o que simplesmente foi absorvido.

"Raízes e Conexões" é o ritual que trabalha essa distinção.

Não se trata de buscar "energia ancestral" como experiência mística, nem de revisitar a própria infância de forma catártica. Trata-se de algo mais específico: compreender quais padrões emocionais, comportamentais e relacionais foram herdados, e discernir o que precisa ser honrado, o que pode ser agradecido e o que pode — com consciência — ser encerrado.

Muitas pessoas repetem ciclos sem perceber. Não por fraqueza, mas por lealdade inconsciente. O filho que repete o padrão de ausência do pai. A filha que se fecha emocionalmente como a mãe. O neto que carrega o medo de escassez de uma geração que viveu o que ele nunca viveu. Esses padrões não precisam ser perpetuados. Mas também não se encerram pelo simples fato de reconhecê-los.

O trabalho central deste ritual é o discernimento. Honrar não é repetir. Reconhecer a origem não é ser definido por ela. Interromper um ciclo não significa rejeitar quem veio antes. Significa escolher, com consciência, o que continua.

"Raízes e Conexões" amplia o olhar. O ser humano é relacional por natureza. Está inserido em redes visíveis e invisíveis de influência: a família, a cultura, o tempo histórico em que nasceu, os grupos com os quais se identificou. Quando essa dimensão é compreendida com maturidade, deixa de ser um peso e passa a ser um mapa. Um mapa que mostra de onde viemos, o que carregamos e, a partir disso, que escolhas fazem sentido daqui para frente.

A proposta deste ritual não é liberação no sentido de ruptura. É pertencimento lúcido: sentir-se parte da própria história sem ser refém dela. Receber a herança — tanto os recursos quanto as limitações — com os olhos abertos, e assumir responsabilidade pelo que se faz com ela.

Durante a cerimônia, podem emergir memórias da infância, percepções sobre dinâmicas familiares, emoções relacionadas a conflitos antigos ou sentimentos que até então não encontravam explicação. Podem surgir reconhecimento, gratidão, ressentimento, compaixão — muitas vezes ao mesmo tempo. Esse movimento não é caos. É a consciência ampliada enxergando o que antes estava fora do alcance do olhar habitual.

A ayahuasca, neste contexto, atua como catalisador de visibilidade. Ela não resolve o que é de cada um. Mas cria condições para que o que estava operando de forma invisível passe a ser visto — e, ao ser visto, possa ser trabalhado.

O ritual não entrega respostas sobre a família. Ele amplia a capacidade de perguntas mais honestas.

Para quem é este ritual

Este ritual é para pessoas que percebem que estão repetindo em si mesmas algo que viram nos pais ou avós — um padrão de relacionamento, uma forma de lidar com dinheiro, um jeito de fechar as portas quando algo incomoda — e que não sabem como sair disso sem sentir que estão traindo a própria origem.

É para quem tem conflitos não resolvidos com pai, mãe ou outros familiares próximos. Conflitos que podem ser ativos — brigas, afastamentos, rompimentos — ou silenciosos: uma distância que nunca foi explicada, uma mágoa que nunca encontrou lugar para ser dita.

É para pessoas que sentem culpa por querer construir uma vida diferente da família de origem. Que escolheram caminhos que a família não reconhece, que alcançaram algo que as gerações anteriores não alcançaram, ou que simplesmente não se encaixam no modelo esperado — e carregam isso como fardo.

É para quem tem uma sensação difusa de não pertencer a lugar nenhum: nem à família de onde veio, nem às relações que está construindo agora. Como se estivesse sempre entre dois mundos e não houvesse chão fixo em nenhum dos dois.

E é para quem percebe que ressentimentos antigos relacionados à família continuam aparecendo nas relações do presente — como padrão de desconfiança, como dificuldade de confiar, como repetição da mesma dinâmica com rostos diferentes.

Práticas

A cerimônia tem a ayahuasca como eixo central. A medicina é preparada e servida pela equipe do Templo, respeitando protocolos de segurança e a tradição de uso ritual com intenção clara.

A cerimônia começa com uma narração de intenção conduzida em voz alta, específica ao tema "Raízes e Conexões". Esse momento tem a função de orientar o estado interno antes de a medicina começar a agir — não como comando sobre a experiência, mas como direção para o que cada pessoa trará como foco.

A trilha musical é selecionada com atenção ao tema: sons que transmitem profundidade temporal, continuidade e estabilidade, sem estética folclórica ou tribalizada. O objetivo é criar um campo sonoro que acompanhe o trabalho interno sem tentar direcionar emoções específicas.

A condução é feita em silêncio. Os facilitadores permanecem presentes e atentos sem interagir com os participantes, exceto quando necessário. O silêncio coletivo é parte intencional da prática.

Ao final da primeira fase da medicina, pode ser oferecida uma segunda dose, menor e opcional.

A condução

Os rituais do Templo da Nova Consciência são conduzidos por uma equipe de facilitadores com experiência em cerimônias com ayahuasca. A equipe segue protocolos de segurança estabelecidos e possui treinamento em primeiros socorros.

O papel dos facilitadores não é conduzir o que cada pessoa vai viver. É criar as condições para que o processo possa acontecer com segurança: observar, estar disponível e oferecer suporte quando necessário — sem interferir no que é de cada um.

Durante todo o ritual, a equipe permanece presente e atenta. Não espera ser chamada para perceber quando alguém precisa de atenção. Quando um facilitador se aproxima, não é para encerrar o que está acontecendo — é para oferecer ancoragem. A experiência continua sendo do participante.

A confiança na equipe e a responsabilidade com o próprio processo não se opõem. Se complementam.

Contraindicações

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